No blogue ma-schamba nos últimos dias tem havido uma discussão super interessante. Eu confesso que gosto bem mais de falar de tecnologia que propriamente de assuntos relacionados com política até porque acho que a maioria dos blogues politiqueiros são de direita, o que sinceramente me deixa logo de pé atrás.
Neste caso achei um assunto bastante interessante. A questão falada era sobre o direito ou não ao voto dos emigrantes portugueses. Ao que parece, e consta que tem sido bastante falado nos últimos tempos o estado português tem dificultado bastante o direito ao voto.
Vou directo ao ponto: sou contra os emigrantes portugueses votarem, mas cito agora a resposta que me foi dada no ma-schamba quando eu retóricamente perguntei se seria o único contra estes votos.
João Silas: eu discordo da sua opinião (quem está fora não deve ter direito a voto). Mas aceito que é discutível, argumentável e contra-argumentável. é uma posição política – se alguém me conseguir convencer que o expatriado é menos cidadão então …
Mas outra coisa é o que este governo faz, uma redução administrativa do direito ao voto, das possibilidades de efectivação de voto. Não é uma posição política, é uma manobra politiqueira. Nada mais.
Ás vezes acho-me parvo, então agora dei por mim num grande contra senso. Ora reparem eu por mim era contra os votos de emigrantes por uma razão simples. Ao estarem longe estão também por si só longe da actualidade e realidade de um país, mas agora pensem, quantos burros não votam nas eleições sem perceberem nada de política ou votam ao calhas?! Acho isto muito grave, e muitos emigrantes são bastante agarrados ao seu país e até podem acompanhar o país de longe, claro que não é a mesma coisa que andar por cá.
Outro argumento foi quando o meu Pai perguntou a um familiar meu que está há cerca de 30 anos em Angola se tinha direito a votar lá. A resposta desse meu familiar foi: não. Ora se ele não pode votar em Angola estanto lá há tanto tempo então se o governo lhe tirasse o direito de votar no seu país o meu familiar ficaria sem identidade?! Sem pátria? Era estúpido uma coisa destas acontecer.
Agora resta-me dizer, se calhar fazia como o Bloco de Esquerda: abstenção neste caso. Decidam vocês. Mas se calhar os votos que vêm do estrangeiro não agradam ao Sócrates, daí esta complicação de agora os emigrantes só poderem votar se vierem cá ao país, claro são emigrantes vivem bem, podem vir gastar dinheiro com a viagem. Afinal nem todos têm direito a voto.
Enfim, talvez tenha mudado de ideias. Oh que politiquices.

Setembro 21st, 2008 at 9:30 pm #A democracia é um estado de espírito | ma-schamba
[...] dos Pequeninos, no Not Everything …, no Um Voo Cego a Nada, no Chuinga, no Forever Pemba, no João Silas, no [...]
Setembro 21st, 2008 at 9:41 pm #jpt
Ler este seu post salvaguarda-se uma dimensão óptima do bloguismo, que é esse de trocarmos opiniões e podermos reflectir os argumentos dos outros, por vezes mudando os nossos, outras não mas burilando-os. E isso vale a pena
cumprimentos
Setembro 21st, 2008 at 10:07 pm #João Silas
Isso mesmo JPT, cada vez me arrependo menos, ou nada por ter seguido este caminho.
Acho muito bom a todos os níveis blogar.
Obrigado pelo mail (chamada de atenção) para comentar e integrar o assunto.
Cumprimentos
Setembro 22nd, 2008 at 7:47 pm #- Votar de Longe - | KØNTRÅSTËS.org
[...] o emigrante, embora eu tenha uma leitura diferente da que ele expressa na sua casa cibernética [link]. Primeiro porque o direito de voto é uma conquista social que resultou de um enorme esforço [...]
Setembro 27th, 2008 at 1:49 pm #Jo
No país ou fora, não deixam de ser cidadãos portugueses todos aqueles que têm portuguesa a sua nacionalidade. E como cidadãos têm o dever e o direito de votar no país que dão como seu memso que por carta.
Se falamos num Portugal democrático, hoje em dia, com isto fico a pensar até que ponto haverá liberdade de participar da vida política, pois com o grande poder dos mass media nao e a distancia que impede uma actualização constante nem a consciência do que poderá ser melhor.
Isto so demonstra ser mais uma manobra política para assegurar ao PS uma maior proximidade da
vitória ou, por outra, a fim de assegurar q não têm menos votos.